outubro 24, 2009

Gerentes e Meninos Malabaristas dos Semáforos

Acordei pensando nos meninos malabaristas dos semáforos. Não, não se preocupe pois não vou entrar em uma discussão antropo-sócio-político-econômica em relação a sociedades e seus marginalizados.

Pelo contrário, vou sim lembrar os cidadãos que estariam na direção oposta do abismo social. Aqueles senhores engravatados, pinguins europeus no verão trópico-brasileiro. Os gerentes do mundo corporativo.

Mas o que têm (sou do tempo em que o verbo ter, presente do indicativo, terceira pessoa do plural, tinha acento circunflexo) eles a ver com a estória. Perguntaria você?

Tudo. Respondo yo!

Na verdade são a mesma coisa.

Como assim a mesma coisa? Re-me-perguntaria você (claro que essa mesóclise não existe, 'licença poética' explico yo.)

Simples. Há alguns anos os meninos malabaristas dos semáforos se apresentavam munidos de "duas" bolinhas de tênis. Lembra?

E, há alguns anos, daríamos aquela cópia mal sucedida de Euro - a moedinha de um Virtual - para o pobre menino malabarista dos semáforos. Afinal de contas, ele fazia algo além de simplesmente 'pedir', ele nos entretia (entretenimento é algo pessoal da pessoa. Eu, particularmente, me contento com pouco. Tanto que fico horas assistindo ao campeonato de 'curling' aqui na TV. Mesmo sem entender 80% do jogo e, sem falar na extrema ridiculez de um bando de marmanjo varrendo gelo ser chamado de esporte.)



Mas e hoje? Se um menino malabarista dos semáforos não aparecer com, ao menos, três bolinhas - uma delas, preferencialmente, em chamas, você nem se perturba. Afinal de contas, três bolinhas - uma em brasas - é hoje o arroz com feijão da profissão de menino malabarista dos semáforos (mesmo essa sendo uma péssima analogia do ponto de vista do menino malabarista dos semáforos).

"O que moleque? Você quer um Virtual só porque fez malabarismo no semáforo com DUAS bolinhas? Eu mesmo consigo fazer isso. Assim, não espere você - ó pequeno maltrapilho - que eu vá pagar para alguém fazer algo que eu faço eu mesmo." E você leitor, não, não, não, não compare isso com o fato de eu pagar a conta da minha mulher no shopping. Afinal, o prazer que eu daria a ela nem se compara ao prazer que ela obtém dos vendedores de sapatos!

Até aqui você tá comigo, certo?

Migremos então a mesma cena para um escritório moderno, com paredes de vidro, monitores de LCD para todos os lados, copiadoras multi-funcionais (bons tempos em que podíamos chamá-las apenas de 'máquina de Xerox') todos trabalhando em open office (menos o chefe que, apesar de sempre citar 'somos todos iguais', ainda pensa que uns são mais iguais que os outros. O que me lembra de um bando de porcos em uma fazenda britânica no século passado**) ....

... bem, chega o gerente-regional-sul-suleste-júnior-de-assuntos-diversos-e-variados-de-relacionamento-com-o-cliente-de-segunda-a-terça-feiras-período-da-manhã com um print-out de um slide-deck com as 137 páginas dos relatório semanal (de suas semanas atrás) de vendas da regional-sul-suleste e o apresenta feliz e faceiro a seu superior direto, que atende pela alcunha corporativa de gerente-regional-sul-suleste-pleno-de-assuntos-diversos-e-variados-de-relacionamento-com-o-cliente-de-segunda-a-terça-feiras-período-da-manhã.

"Chefe, aqui está o relatório ......... para sua revisão."
"Muito bem, dê-me-lo cá." - tô com tesão de mesóclise hoje (só não faço idéia em relação aos acentos).
"E então chefe? Perfeito como sempre?"
"Bem ... Acho que tá bom. Mas ....."
"Bom!? Mas!? Como assim chefe? Você sempre me diz que o relatório tá ótimo. O que há de errado com ele?"
"Bem ... Sabe o que é Júnior?"
"Não, não faço idéia chefe!"
"É isso. O problema é exatamente esse. Ta bom, mas 'como sempre'. Entende?"
"Não!"
"O 'como sempre' é o problema meu filho. O mundo tem que evoluir. O relatório tem que melhorar de uma semana para outra."
"Maaaasss ...."
"Me diga, meu filho, onde você acha que a empresa estará daqui a cinco anos se você continuar a me entregar o mesmo relatório todas as semanas, sem mudança?"
"Bem, chefe. Eu acho que ...."
"Você não é pago para achar nada, meu filho. Você é pago para fazer o relatório de vendas semanal da regional-sul-suleste."
"Eu sei disso, chefe. E não é exatamente isso que eu lhe entreguei há três minutos."
"Sim, mas é o mesmo formato do relatório da semana passada. Olha aqui, até o índice é igual. E esses gráficos! Olhe essas cores em tom pastel, coisa do século passado!"
"Mas chefe ..."
"Olha isso, os mesmos clip-arts, as mesmas fontes, tudo muito século passado, assim não vai dar não .... todo mundo já sabe fazer isso... INACEITÁVEL Júnior, INACEITÁVEL."
"Mas chefe ..."
"'Mas chefe' coisa nenhuma. Vá agora mesmo mudar a cara dessa apresentação antes que eu o demita."
"Mas chefe, e o conteúdo? Como tá o conteúdo da apresentação?"
"Tá louco moleque? Como é que eu vou saber como tá o conteúdo? Ninguém liga pra isso não. O importante é o print-out do slide-deck ficar de pé sozinho e parecer trabalho de consultor. O resto são só números e gráficos."

E lá se vai Júnior, pela quinta vez nessa semana, mudar a cara da apresentação....

"Acho que eu deveria ter ido pro Circo como eu sempre quis. Pelo menos lá, ser palhaço é 'core business' ....."



** "Animal Farm"/ "Revolução dos Bichos" George Orwell, um livro que todos deveriam ler. Especialmente aqueles que votam em moluscos para a presidência (http://en.wikipedia.org/wiki/Animal_Farm).

outubro 11, 2009

Questão de gosto ...

Eu gosto de asinha de frango, e você? É claro que gosta! Afinal de contas quem não gosta de asinha de frango, certo? Deixe-me contar então um causo que me aconteceu lá pelos idos de 1993, numa cidadezinha do interiorzão bão desse São Paulo sem porteira.....

O ano é 1993, o World Trade Center sofria um atentado a bomba, a Intel embarca os primeiros chips do Pentium, nasce a World Wide Web no CERN, acontece a chacina da Candelária, a Microsoft lança o Ruindows 3.11, morre Ferruccio Lamborghini ... mas tudo isso é irrelevante (fora que é tudo coisa do Tinhoso), o mais importante é que nesse ano eu entrava na vida adulta de facto! Entrava eu na faculdade e passava a morar fora de casa.

Com a graça do bom jeito brasileiro preguiçoso, e a má qualidade do ensino público médio, esse que vos escreve não teve a competência para passar na USP e acabou indo para a UNESP de São José do Rio Preto, carinhosamente conhecida por todos como IBILCE* (ou IBIRCE, BIRCE e afins). Depois de poucos meses passei a agradecer a todo instante por não ter passado na USP. Se lá eu tivesse passado, iria ter que estudar.



Fui para Rio Preto pois minha mãe tinha família lá, então eu poderia ter abrigo temporário até achar um lugar definitivo para morar. O problema é que sou o segundo ser humano mais procrastinador do mundo - o primeiro é aquele técnico da TV a cabo, que vai passar na sua casa 'entre segunda e sexta feiras, no horário comercial' - então fui ficando, fui ficando, e o meu tio foi me expulsando de casa.

Precisei então buscar morada, e agora com pressa. Por acaso, duas repúblicas de pessoas que eu conhecia estavam abrindo vagas. E, por sorte, uma delas era de uns veteranos que estavam fazendo matérias com os bichos (comigo). Como eles me conheciam, acabei sendo aceito pela república Km0**

Blá blá blá à parte, sou um cara de muita sorte, pois todos os membros da república eram pessoas de família, muito NERDs no quesito estudo, mas que nunca deixavam passar uma chance sequer de, como dizíamos, 'ir pra putaria' - antes dos protestos clamorosos de nossas esposas, 'putaria' no contexto Km0-érico era tomar uma cachaça, passar numas 27 baladas diferentes, conversar sobre física, tomar mais umas cachaças, visitar outras repúblicas, fazer desfile de carro na Alberto Andaló, ir sem dormir para a faculdade e outras atividades semelhantes. Ou seja, tudo o que pessoas jovens com tempo sobrando deveriam fazer!

Comecei minha vida de morador de república, ou republicano como dizíamos.

Me espantavam certos aspectos simples dessa vida, como por exemplo, a 'caixinha'.

A 'caixinha' era, de fato, uma caixa prateada de whisky (Chivas se não estou enganado pelos finados neurônios vítimas da cachaça barata dessa época da vida) na qual, semanalmente, cada um de nós depositava uma quantia pré-acordada para subsidiarmos a compra de comida.

O melhor de tudo, algo que muitos descrentes chamariam de 'comportamento de primeiro mundo', é que não havia fiscalização sobre o depósito. Confiávamos em todos, e isso sempre funcionou perfeitamente.

Outro aspecto da 'caixinha' era que cada um de nós tinha um dia da semana estipulado para comprar a mistura, ou em termos de 'chefs', a proteína do dia.

Bem, é chegado meu primeiro dia de ser o provedor da mistura. Sinto aquela emoção de fazer a minha contribuição de fato à República. Pegar o dinheiro da caixinha, ir até o açougue ou supermercado, fazer a escolha ... Tudo sozinho! Que progresso da minha vida de parasita de mãe!

Tudo ia bem até que me dei conta de que eu precisava mesmo escolher o que comprar, e isso deveria estar dentro de dois critérios básico: 1 - ser gostoso, 2 - ser em quantidade suficiente para todos nós, marmanjos, saciarmos nossa fome de campo de concentração.

Bem, posto que quantidade multiplicada por preço unitário = preço total, e sendo a quantidade praticamente pré-definida ('muito') e o preço total limitado ao valor diário da caixinha (o total da caixinha deveria dar para cinco dias de sobrevivência), a única variável real da equação era o preço unitário.

Tá bom! O que é barato o suficiente e gostoso o suficiente? ..... penso por uns cinco minutos e BAM!

Asas de frango .......

Asinhas de frango, que delícia!!!! Carne, pele, pele, pele e mais pele. Não tem coisa melhor que asa de frango! (a essa afirmação complementaria um amigo nosso "Ou eu não sei comer asa de frango, ou você não sabe fazer sexo!").

Além do mais, asinha de frango seria uma boa mudança para aqueles republicanos 'non-gourmets' que comiam bife de coxão-duro dia sim, outro também.

Comprei então minhas asinhas de frango, e serelepe levei-as de volta para a Dona Onofra cozinhar ..... alguns minutos depois ... asinhas de frango ao molho de tomate .... deliciosas ... mais alguns minutos e chegariam os outros republicanos.

Me sentia orgulhoso de meu feito. Uma refeição por mim provida. Uma refeição DELICIOSA por mim provida. Tudo por meus méritos. Em meu 'novo mundo' apenas coadjuvantes seriam os frangos que morreram, o dono da avícola, os republicanos que pagaram pela comida ou a Dona Onofra que a cozinhou.

Chegam os convidados para esse banquete dos deuses. Quase me arrisco a dizer que na mesa os néctares do paraíso os esperavam. Preferi não fazê-lo. Deixei ao acaso a surpresa ........

MINHA surpresa devo dizer. Pois aqueles cornos, fídumaéguas, hereges, sem paladar, dos outros republicanos só faltaram me bater.

"Grillo que porra é essa?"
"Você tá louco bicho?"
"Isso não é comida! Só tem pele e osso nessa panela." foi o mais amigável que ouvi, o resto fica para vossa imaginação.

E foi assim que algumas mudanças relevantes aconteceriam em minha vida.

Nunca mais me permitiram comprar a mistura (o que, sendo preguiçoso como sou, achei ótimo.)
Nos quatro anos seguintes eu não comi asinhas de frango em Rio Preto (ainda bem que meu pai tinha uma avícola e em todas as férias eu me entupia de asinhas de frango);
Desde então  não consigo aceitar que bife é comida de gente.

Gosto é ... como diz o ditado popular ... cada um tem o seu!
Mas pelo amor de Deus, asa de frango é deliciosamente indiscutível! Não é como lagosta, que não tem gosto de nada!!!!!!!!


* Apesar de parecer uma sacanagem, IBILCE significa Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas

** Km0, era explicado como significando que é de onde partimos. Mas muitos clamavam que nunca saíamos do lugar. Não importa, para que correr se o que vale não é o destino, mas sim o caminho!?!?

outubro 08, 2009

Não se preocupe, laceia ...

Pois é, estava eu lá no shopping, em uma loja de roupas masculinas a experimentar uma calça. Olhava de um lado, puxava a barriga pro outro, dava aquela estufada no peito - afinal de contas, estava eu em frente a um espelho, tinha que ficar gatinho. Mais uma olhada na bunda - aquela em que você empina o cóccix e gira o pescoção pra trás (sei que vou ouvir um monte por causa disso. Mas aposto que TODOS fazem a mesma coisa) e veredito fechado, "Não vai dar não, está um pouco apertada, e é mais fácil eu engordar do que emagrecer!".

Ao que me responder o vendedor, "Não se preocupe Alexandre, esse tecido laceia com o uso. Vai ficar perfeita a calça."

E é aí que o bicho pega e eu começo a ficar puto.

Você já percebeu que quando você está comprando roupa os vendedores sempre vão te dizer o que você quer escutar sobre a peça em que está interessado?

Funciona assim:

Se você diz "É, tá boa! Mas um pouquinho apertada.", adivinha o que o vendedor vai dizer? "Não se preocupe amigo, é só usar que laceia!". Mas se você tivesse dito "É, tá boa! Mas um pouquinho larga.", sem dúvida alguma a resposta seria  ...

Quem quer tentar adivinhar? ...

Isso mesmo, a resposta é, "Besteira, quando lavar encolhe um pouquinho.".

Não ache que eu estou dizendo que eles estejam errados, afinal de contas o que você espera? É como perguntar para aquela moça do Sul, que trabalha como modelo e mora num flat se o seu pequeno amigo da região centro-pubiana é grande. Por algum acaso do destino você acha que há alguma chance de ela te dizer a verdade e mandar logo um "Grande!? Ah vá! Parece mais com uma cabecinha de tartaruga; pequenininho, enrugadinho e pra dentro!".

O meu problema não é com o fato dos vendedores mentirem, afinal eles só querem fazer o trabalho deles - vender - e se você não percebe que ele está te embromando, o problema é seu!

Minha implicância é com o fato de eles nos falarem os dois lados da mesma mentira, e, às vezes, sobre a mesma peça de roupa.

Será que eles acham que nós temos amnésia Miojo (instantânea)? Ou que nós somos burros mesmo?

Bem, isso me lembra de uma passagem com a minha esposa... Estava ela a reservar um vôo de São Paulo para Londrina, e o trecho de volta era meia hora mais longo que o de ida. Ela curiosamente pergunta para a atendente 'Por que a volta demora mais que a ida?', a resposta vocês não vão imaginar .... 'Minha senhora, vou estar verificando .... é por causa do fuso!', FUSO de São Paulo para Londrina!!!!..... Pode uma coisa dessas?

Voltando ao mentiroso, digo, vendedor .... é exatamente nesse momento que eu decido logo que não vou levar porra nenhuma da loja, não quero incentivar esse mal hábito da mentira!

outubro 04, 2009

Pelos, para que tê-los?

Acabei de achar os filhotes da sobranchelha do Elias Gleiser. Até aí tudo bem, não fosse o fato de eu os ter achado no espelho do banheiro aqui de casa!

Particularmente, eu acho que passar a ter as sobrancelhas do Elias Gleiser não seria motivo de reclamação. SE esse fosse o ÚNICO problema. Mas a sacanagem começa quando eu olho uns dez centímetros mais para cima...

Há alguns possuía eu o contorno completo do cabelo, hoje possuo uma bela careca motel (aquela que tem entrada, saída, e no meio tá foda!).

O processo de queda me surpreendeu, pois estava eu já cantando vitória por ter passado dos 25 anos de idade sem nenhuma queda capilar aparente. Todas as 'estatísticas' diziam que se era pra ficar careca, assim ficaríamos até os 25 anos. Diziam que passada essa idade limítrofe, os riscos de eu me tornar um ponto de referência - "Logo alí, do lado do careca narigudo!" - eram baixíssimos. Estatística de merda! Caíram-me os cabelos ....



Onde estão vocês, ó cabelos desengajados?
Infiéis!
Não lhes diz nada os anos que passamos juntos?
Não lhes vale nada todo o carinho que lhes dei, penteando-vos, lavando-vos, secando-vos?
Não, claro que não.
Valesse tudo isso algo, não me abandonariam,
não me deixariam a descoberto,
sofrendo com o ataque direto dos elementos a minha fronte (e teto).

De qualquer forma, o que me deixa mais puto em ficar careca não é o fato de perder os cabelos (bem, na verdade, isso me deixa puto pra cacete), o mais difícil mesmo é aceitar a contradição que é o crescimento dos outros pelos em locais totalmente desnecessários, se não, ridículos!

Caem os pelos da cabeça, crescem os pelos das costas, dos ombros, dos dedos, das sobrancelhas, da bunda .... ou seja, cresce aquele monte de pelo que fica RIDÍCULO.

A mim me parece até que é  uma coisa do tipo reprodução por semente - 'cai o pelo da cabeça, aterissa o mesmo em algum local mais ao sul, aterra, germina, cresce'.

Já diz o dito popular "Se cabelo fosse bom, não nasceria no suvaCU".

Anyway, com o processo de queda instaurado e irreversível (sempre tive a simples opinião pessoal que se meu cabelo começasse a cair, eu não iria nem a pau começar com aqueles tratamentos que seguram o cabelo e derrubam o pinto! Não que eu faça muito uso do último, mas é uma questão de princípios, homem que é homem fica careca mas de pemba dura) começo a buscar o motivo para tal maldade da natureza, recorrendo, obviamente, ao google ....

Pesquisa pra cá, pesquisa pra lá:

Causa número 1 da calvície: Carga genética (ou seja, hereditária). Descarto de pronto essa, já que meu pai tem muito mais cabelo que eu, meu irmão nunca perdeu um fio sequer .....

Causa número 2: Excesso de testosterona. Me apego a essa, pois me parece promissora, já que testosterona parece uma coisa boa de se ter em excesso. Mas trinta segundos, e uma olhada para as minhas partes pudentas, depois, desisto em aceitar essa explicação também. A correlação me pareceu muito "pequena".

Causas de número 3 a 27 .... muita embromação e pouca esperança.

Desisto de arrumar uma explicação e começo a avaliar um transplante de cabelos (sim, é transplante e não implante!). Desisto também, já que ficar com a cabeça parecendo uma horta de cebolinhas não me parece muito promissor.

Mas assim, meio que vindo do nada, me lembro de algo muito relevante para o assunto em pauta, mendigos! Sim, mendigos!!!

Pare para pensar. Você já viu mendigo careca? Aposto que não! Decidido, vou virar mendigo .....

Bem, me ponho a pensar por mais uns trinta segundos e me convenço de que os mendigos ficam carecas sim, só não perdem os cabelos (os cabelos se soltam da cabeça, mas como o mendigo não toma banho e nem penteia os cabelos, os fios que se soltam continuam alí, entrelaçados aos outros companheiros, presos como palha em ninho de passarinho).

Decido então me contentar com uma frase que me foi dita pelo Seo Ventriglião "Deus fez poucas cabeças brilhantes, as outras cobriu com cabelos." ... o que não me serve de muito alento, já que sou ateu ....
Deixem-me ir, preciso pegar a vassourinha para limpar o monte de pelos que agora se encontra entre a beirada da mesa e o teclado, ou a minha mulher me desce a vassoura na cabeça (e sem o colchão de cabelos a amortecer a pancada, vai doer).