agosto 21, 2010

Como o cara descobriu isso?

Me causam admiração e me deixam pensativos os desbravadores, os descobridores. Não são apenas corajosos, são sim corajosos demais, sem dizer criativos - alguns diriam apenas doidos sem preocupações com  o futuro ou seu próprio bem estar. Não me importa o nome que demos, são eles admiráveis.

Vá me dizer que você não se admira quando pensa que não é algo trivial derreter areia para fazer vidro, mas alguém um dia o fez. Ou ainda, não vá me dizer que você acha óbvio que alguém acordou uma certa manhã, sem nada pra fazer, e decidiu que iria navegar até o 'fim do mundo' para provar que o mundo não tem fim.

Só que muito disso é ciência e, por mais que eu adore ciência, minha admiração por esses desbravadores e descobridores se dilui pelo fato de que eles não partiram do zero absoluto em suas descobertas e desbravaduras (fora os que em se perdendo vieram aportar em terra brasilis).

Minha real adminiração só se dá mesmo em sua plenitude quando falamos em comida. Sim, comida! Por que não?

Haveria diversos itens que hoje comemos com a maior naturalidade sobre os quais eu poderia escrever. Mas creio que o maior dos descobridores de todos os tempos foi aquele que nos deu a alcachofra como iguaria alimentícia.

Não é possível que você não concorde comigo e não se admire de um ser humanos parar em frente a um botão não desabrochado gigante de flor roxa e pensar - "Cara, isso deve ficar muito bom se eu cozinhar em água e sal, chupar as pontinhas das folhas, arrancar alguns estigmas e mastigar o coração da bichinha, huuuummmmm".


Pare e pense em como isso é improvável. Faminto estaria ele? Chapado com o cogumelo que ele acabara de mandar pra dentro? Ou apenas com uma larica daquelas? I don't know and I don't care, mas admiro-o a ele.


Mas o pior é que esse cara tem tudo para ser meu último grande herói, posto que não há mais muito, se é que pouco há, hoje ainda a ser assim descoberto, ou você acha que alguém vai pegar um Blu-Ray e deixá-lo de molho, cozinhá-lo, assá-lo e descobrí-lo como uma iguaria?

agosto 15, 2010

Controle, um poema fictício da vida real (!?)

Ah, o controle!

Aquele que temos sobre nossas ações
Sobre nossas razões
Aquele que temos sobre nossos peões
No tabuleiro da vida

Controle que queremos ter
Mas o alugamos a outrem
Por merrecas incertas
Por pouco tempo dizemos
Em breve de volta o teremos

E os anos se vão
Inexorável é o tempo
Mas o controle não
Esse eu tenho, não abro mão

A bexiga não mais responde
Ah, os reflexos se vão
Seria o controle ilusão?
Não! Não pode ser

Aquele que inexorável é
Apronta mais uma com a gente
Lá se vai o controle das mãos
Ufa, ainda sobra o da mente

Mente? Hã?
Sobre o que eu escrevia?
Escrevia? Não lembro
Lá se vai o pouco controle que se tinha

Não mais controlamos nossos cérebros
Ou seria o nosso cérebro indisposto
Cansado de perder seu tempo nos controlando? 
Não sei
Ele sabe
Já não mais importa!

O que?