setembro 04, 2009

Pesquisa

“Pai, o que é tubo de raios católicos?”
“Não é católicos, é catódicos!”
“É verdade. O que é tubo de raios catódicos?”
“O que você acha que é meu filho?”
“Bem, eu acho que é um tubo, assim meio que cheio de raios, raios catódicos!”
“Isso mesmo meu filho! Muito bem!”, ao que o pai faz uma nota mental ‘lembrar de transferir a poupança da faculdade pro outro filho.’
“Mas pai! Isso não me ajuda em nada. O que é de verdade? Pra que serve?”
“Meu filho, larga de ser preguiçoso e vá pesquisar que você descobre.”
“Mas eu não sou preguiçoso pai. Eu apenas confio muito no senhor. Sem dizer que a mamãe sempre diz que o senhor ‘tem um cérebro ótimo, pelo menos isso tem que funcionar’.”
“Obrigado filho! Eu acho.” … “Agora vá logo pesquisar sobre o tubo de raios catódicos!”
“Como assim, pesquisar? O que é pesquisar?”
‘É hoje!!!’, pensou consigo mesmo, “Pesquisar é buscar uma explicação, buscar uma razão, buscar detalhes, com o objetivo de se ganhar mais conhecimento e entendimento de algo. No seu caso, o algo sendo o tubo de raios catódicos.”
“Ah, entendi! Obrigado pai!”
“De nada filho.”
“Mas…. outra coisa. Como se pesquisa?”
‘Realmente. É hoje!....’ “Vai na internet e procura na Wikipedia, meu filho querido.”
“Pai, a Wikipedia não é aquele negócio em que todo mundo pode escrever o que quiser?”
“Isso mesmo.”
“Então não serve.” “Quero dizer, vai que escrevem algo que não é verdade?”
“Mas filho, todo o conhecimento humano foi escrito por alguém, algum humano, que pode ter escrito o que quis, você nunca ouviu, por exemplo, que a história é escrita pelos vencedores?”
“Mas pai, eu pensei que os historiadores escreviam a história!”
“Esqueça!”
“Tá bom, mas e a questão da Wikipedia?”
“Que questão da Wikipedia?”
“A parte de tudo ser mentira.”
“Ah sim, é possível. Mas você deve sempre fazer uma averiguação das fontes usadas, buscar outras alternativas para validar a informação que você achou lá.”
“Como assim?”
“Bem, você deve ler o que diz o artigo da Wikipedia e depois comparar com outras fontes confiáveis, como universidades, revistas especializadas ou sites do governo.”
“Pai, você tá de sacanagem, né?!”
“Tá bom, esqueça os sites do governo!”
“Pai?”
“O que foi filho?”
“Me diz uma coisa, se a Wikipedia é uma fonte de pesquisas, e ela é recente, como o senhor fazia pesquisas na sua época? Afinal de contas o senhor sempre me contou umas coisas horríveis de quando o senhor era criança, como não ter email, internet, videogame, chat. Como era?”
“Bem, na verdade não era tão horrível assim, só era menos dinâmico. Mas na minha época fazíamos pesquisa em enciclopédias.”
“Enciclo-o-que?”
“Enciclopédia meu filho, do grego ‘conhecimento geral’. Eram coleções de livros enormes e grossos que um moço vestido com o terno do avô vendia nas nossas portas. Normalmente algo em torno das sete horas da manhã, aos sábados.”
“Ah, entendi! Eram coisas que as testemunhas de Jeová vendiam!”
“Não filho, esses vinham aos domingos às seis e meia da manhã.”
“Ah tá! Mas quem escrevia essas enciclopédias eram pessoas confiáveis, ou era qualquer um?”
“Não sei meu filho. Não sei. Você não tem uma pesquisa pra fazer?”
“É, tenho sim. Obrigado pai. É sempre um prazer ter essas discussões com você!”, na verdade o filho estava mais propenso a pensar ‘é sempre um prazer, além de ser muito divertido, te apurrinhar desse jeito!’
“De nada filho. Te amo!”
“A propósito pai, o que é tubo de raios catódicos?”

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